Os agentes de IA estão passando de assistentes passivos para tomadores de decisão autônomos, criando um novo gargalo crítico: o contexto. O desempenho de um agente depende agora menos de seu modelo subjacente e mais do contexto sobre o qual ele é capaz de raciocinar. Infelizmente, as arquiteturas tradicionais data capturam apenas o estado atual das operações, deixando de lado por completo o raciocínio tácito e os precedentes históricos que residem nas mentes humanas e em conversas fragmentadas.

Para preencher essa lacuna, as empresas devem construir uma base de três camadas composta por:

  1. Gráficos de conhecimento que mapeiam o que a empresa sabe, conectando entidades dispersas em redes navegáveis.
  2. Ontologias que definem o significado dessas conexões, estabelecendo regras semânticas compartilhadas e limites operacionais rigorosos.
  3. Gráficos de contexto que capturam a forma como a organização realmente toma decisões, registrando os rastros das decisões, as exceções às políticas e as cadeias causais ao longo do tempo.

Enquanto o software desenvolvido para seres humanos captura o que é verdadeiro no momento, o software desenvolvido para agentes deve capturar como isso se tornou verdade. Em última análise, a próxima década da IA empresarial será dominada pelas empresas que possuírem o melhor contexto.

Autores

  • Florence Bénézit

    Florence Bénézit

    Sócio e líder global de manufatura

    Artefact França

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