Cúpula AI a Indústria, organizada pela Artefact 17 de setembro de 2024 - Paris
Principais conclusões do painel de discussão com Vincent Champain, vice-presidente sênior e diretor de TI e Digital da Framatome, Marc-Antoine Brillant, chefe do departamento de Vigilância e Proteção da Viginum, e Franck Bourguet, vice-presidente de Engenharia da Stormshield.
Moderado por Jérémie Cornet-Vuckovic, diretor de consultoria da Artefact.
Introdução à soberania e à AI segurança cibernética
A sessão contou com a participação de especialistas da Framatome, da Viginum e da Stormshield, que discutiram como AI impactando a segurança cibernética, a soberania digital e a guerra de informação. Os participantes do painel analisaram as crescentes ameaças de interferência digital estrangeira e o papel da AI tanto AI exploração quanto AI defesa contra esses riscos.
Níveis de segurança cibernética na Framatome
O representante da Framatome destacou três níveis fundamentais de segurança cibernética: soluções técnicas, melhores práticas internas e antecipação de ataques. Embora medidas técnicas, como firewalls, sejam comuns, as empresas muitas vezes negligenciam a imposição de condutas internas rigorosas. AI vista como um facilitador para melhorar a detecção, a prevenção e a resposta em todos os três níveis. Garantir que os funcionários compreendam a importância da segurança cibernética é fundamental para prevenir vulnerabilidades, como ataques de phishing.
O compromisso da Viginum com a proteção do debate público
A Viginum, agência nacional francesa responsável pela detecção de interferências digitais estrangeiras, dedica-se a proteger os debates públicos, especialmente durante as eleições. O palestrante destacou como agentes mal-intencionados utilizam AI criar conteúdo sintético, como deepfakes, que podem perturbar os processos democráticos. O desafio reside em distinguir entre conteúdo autêntico e sintético, uma vez que essas publicações AI podem influenciar significativamente a opinião pública. A Viginum concentra-se no desenvolvimento de ferramentas para identificar e detectar conteúdo inautêntico e manter a transparência nos debates públicos.
A abordagem da Stormshield em relação à AI segurança cibernética
A Stormshield, uma empresa de segurança cibernética, explicou como AI utilizada para aprimorar a detecção de malware por meio da análise de comportamento. Embora ataques em grande escala AI ainda não sejam comuns, a empresa se concentra no uso AI melhorar seus produtos e antecipar ameaças futuras. AI que identifiquem malware com base em seu comportamento dentro dos sistemas de TI. Além disso, eles destacaram o risco de que os cibercriminosos possam usar AI desenvolver malware sofisticado, capaz de burlar os métodos tradicionais de detecção. AI essencial para manter a vantagem nesta batalha contínua pela segurança cibernética.
Desinformação AI e ameaças à soberania digital
Tanto a Viginum quanto a Stormshield destacaram a ameaça da desinformação AI. Notícias falsas e deepfakes AI representam sérios desafios para a soberania digital e a confiança pública. AI agentes mal-intencionados criem conteúdos falsos convincentes, capazes de influenciar a opinião pública e, potencialmente, perturbar eleições ou outros processos democráticos. Detectar e mitigar a disseminação dessa desinformação exigirá o desenvolvimento de ferramentas sofisticadas AI para salvaguardar a soberania digital.
Defesa contra ataques cibernéticos AI
As empresas devem adotar uma postura proativa na defesa contra ameaças AI. O representante da Framatome enfatizou que a segurança cibernética deve ser integrada em todos os níveis de uma organização. É fundamental tratar a segurança cibernética com a mesma importância que o controle de qualidade nos processos operacionais. AI podem ajudar a identificar vulnerabilidades, automatizar a aplicação de patches nos sistemas e monitorar os sistemas em busca de possíveis ameaças. A proteção de informações confidenciais em setores como o de energia nuclear requer tanto soluções técnicas quanto comprometimento organizacional. O papel AIno monitoramento de sistemas industriais e na proteção da tecnologia operacional (OT) é particularmente crítico nesse contexto.

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