Ao entrarmos em 2025, o artificial intelligence (AI) está fazendo a transição da pesquisa experimental para aplicações no mundo real em todos os setores. Veja a seguir um mergulho mais profundo nas tendências críticas que estão moldando o futuro do AI, com o apoio de estatísticas relevantes e percepções voltadas para o consumidor.
1. Agentic AI: AI Transição de Falar para Fazer
O AI agêntico representa um salto transformador, permitindo que as máquinas ajam de forma independente, tomem decisões e colaborem sem a constante intervenção humana. O Gartner estima que, até 2028, 33% de aplicativos de software corporativo deverão incluir o AI agêntico, em comparação com menos de 1% em 2024. Isso permitirá que 15% das decisões diárias de trabalho sejam tomadas de forma autônoma.
Empresas como a Amazon estão testando agentes AI para assumir tarefas rotineiras de codificação e manutenção, liberando os engenheiros para se concentrarem em trabalhos mais estratégicos. Do lado do consumidor, o AI autêntico está evoluindo para além dos simples comandos de voz. Os assistentes pessoais emergentes agora têm o potencial de gerenciar tarefas domésticas, como agendamento de compromissos e pedidos de compras.
O surgimento de sistemas autônomos gera preocupações quanto à responsabilidade. As empresas devem estabelecer estruturas de governança robustas e investir na requalificação dos funcionários para que colaborem efetivamente com esses sistemas.
2. Edge AI e modelos menores: Dispositivos mais inteligentes
A borda AI está mudando rapidamente artificial intelligence dos centros cloud data centralizados para os próprios dispositivos que o senhor usa todos os dias. Em 2025, modelos menores e altamente otimizados, geralmente chamados de modelos de linguagem pequenos ou superminúsculos (SLMs/STLMs), capacitarão seu smartphone, smartwatch e até mesmo eletrodomésticos para processar data localmente. Isso significa decisões instantâneas e em tempo real, sem esperar pelas respostas da rede.
Até 2025, prevê-se que 50% das empresas adotarão a computação de borda, em comparação com 20% em 2024. Já vemos a adoção disso no Apple Intelligence para permitir interações mais suaves com o usuário com menos latência do que as alternativas baseadas em cloud.
Com o data processado localmente em vez de ser transmitido a servidores remotos, suas informações pessoais, sejam elas fotos, mensagens ou saúde, permanecem seguras em seu dispositivo. Essa abordagem no dispositivo é a base do Apple Intelligence, que foi projetado para minimizar a exposição data.
3. Modelos de raciocínio com resolução de problemas semelhantes aos humanos
Os modelos de raciocínio simulam a cognição humana para resolver problemas complexos. Esses sistemas são essenciais para a tomada de decisões estratégicas em todos os setores. Em 2025, esses modelos serão capazes de lidar com tarefas mais sofisticadas, desde a tomada de decisões estratégicas até a solução de problemas complexos.
O “o3” do OpenAI, que recentemente obteve uma pontuação impressionante no benchmark ARC-AGI, é um dos primeiros exemplos de como os modelos de raciocínio estão nos aproximando da AGI. Esses avanços sinalizam que os modelos de raciocínio podem lidar com tarefas muito mais sofisticadas, desde a tomada de decisões estratégicas até a solução de problemas complexos, e podem potencialmente remodelar setores inteiros.
Os modelos de raciocínio permitirão experiências hiperpersonalizadas nos setores de varejo, saúde e finanças, com sistemas AI antecipando necessidades (por exemplo, recomendações de produtos personalizados, planos de saúde adaptáveis) e resolvendo consultas complexas em tempo real. Para as empresas, isso significa um futuro em que o AI poderá auxiliar na tomada de decisões de alto nível, analisar data complexos e apoiar a inovação.
No entanto, as preocupações éticas relacionadas à privacidade data e ao viés algorítmico exigem uma governança transparente AI para manter a confiança.
4. A China desafia o domínio do AI dos EUA
O surgimento da DeepSeek, uma startup chinesa de artificial intelligence, provocou ondas de choque no cenário global de AI, desafiando o domínio de longa data de empresas americanas como a OpenAI e o Google.
O treinamento do modelo R1 do DeepSeek, que tem um desempenho melhor do que o modelo o1 do OpenAI, teria custado apenas $5,6 milhões, em comparação com mais de $100 milhões do o1. O lançamento do DeepSeek-R1 causou uma perda de $590 bilhões na avaliação de mercado da Nvidia e eliminou $1 trilhão do valor das ações de tecnologia dos EUA em um único dia.
Este ano, veremos muitos casos de uso aproveitando os modelos do DeepSeek em vez dos modelos do OpenAI/Google. Provavelmente, também veremos mais modelos vindos da China. Isso também provocará discussões geopolíticas sobre restrições de importação/exportação de hardware e software relacionados ao AI.
5. Como os robôs orientados por AGI estão redefinindo a força de trabalho e as operações comerciais
Os robôs orientados por Inteligência Artificial Geral (AGI) são capazes de se adaptar a diversas tarefas. Até 2025, espera-se que os robôs quadrupliquem globalmente, potencialmente deslocando empregos, mas também criando novas oportunidades.
Os robôs com tecnologia AGI, como o Digit da Agility Robotics, agora transferem itens de forma autônoma entre robôs móveis e transportadores em armazéns, solucionando a escassez de mão de obra e manipulando cargas de 35 libras. Este ano, também veremos robôs em residências, como, por exemplo, o Agibot, um robô que dobra roupas, faz camas e navega em residências de forma autônoma usando o aprendizado AI.
O aumento dos robôs orientados por AGI traz preocupações quanto à perda de empregos. Em setores como logística e saúde, em que estudos preliminares sugerem que até 30% das tarefas rotineiras poderiam ser automatizadas, as empresas devem investir proativamente em programas de reciclagem. Pesquisas dos principais institutos AI projetam que o aprimoramento estratégico de habilidades poderia mitigar o deslocamento de empregos em até 40% nos próximos cinco anos
O futuro da AI em 2025 é brilhante e cheio de promessas. Não só alcançaremos eficiência e inovação inigualáveis, mas também criaremos experiências mais centradas no ser humano. As empresas que investirem em práticas transparentes e éticas de AI e na reciclagem proativa da força de trabalho estarão mais bem posicionadas para aproveitar esses avanços. Juntas, essas tendências sinalizam uma nova era em que a tecnologia e a engenhosidade humana trabalham lado a lado - impulsionando tomadas de decisão mais inteligentes, ambientes mais seguros e um futuro mais conectado e próspero para todos.

BLOG







