Este artigo faz parte do nosso e-book Artefact Data Tourism”.

Um destino emergente precisa atingir uma massa crítica para ser reconhecido como um destino “imperdível”. O diagrama abaixo ilustra as quatro fases por que passam esses destinos turísticos. Essa evolução representa o caminho ideal de crescimento; embora nem todos os destinos consigam atingir as fases mais avançadas, esse deve ser o seu objetivo.

Para alcançar essa trajetória de crescimento, os órgãos de turismo devem desenvolver estratégias “inteligentes” para atrair novos visitantes em todas as etapas, com foco em quatro áreas-chave interdependentes: construção da marca, estímulo à demanda turística, aprimoramento da experiência turística e atração de investimentos e ofertas turísticas.

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1 — A fase de “exploração”

O destino foi lançado recentemente e tanto os visitantes internacionais quanto os nacionais ainda são raros. O foco está em construir a proposta de valor do destino, a fim de começar a desenvolver a estratégia de marketing para aumentar as taxas de visitação e atrair turistas. O objetivo nesta fase inicial é atrair visitantes nacionais; portanto, os esforços de marketing devem concentrar-se nesse segmento turístico.

Nesta fase, é igualmente importante aproveitar os recursos naturais do destino para criar uma oferta turística básica. Estudos de caso bem-sucedidos destacam uma abordagem de “oferta mínima viável” de baixo investimento, na qual o conselho de turismo ou a autoridade do destino realiza eventos no local para promover pontos naturais específicos e desenvolve opções de hospedagem sustentáveis e com pouca intervenção construtiva, ao mesmo tempo em que oferece experiências envolventes no ecossistema natural do destino para atrair os primeiros visitantes experientes em viagens (“aventureiros”). Também será necessário investimento governamental para desenvolver infraestrutura essencial (por exemplo, transporte, serviços públicos etc.) para que os turistas possam acessar o destino com facilidade e tenham comodidades básicas à sua disposição.

Assim que essas iniciativas estiverem em andamento, os conselhos de turismo ou as autoridades locais devem começar a colaborar com os operadores turísticos (OTs), as agências de viagens (AVs) e as empresas de gestão de destinos (EGDs) para criar pacotes turísticos no próprio destino, uma vez que os turistas não estariam preparados para fazer reservas diretas. No mínimo, devem ser envidados esforços para incentivar os OTs, as ATs e as DMCs a incluir o destino como parte de seus pacotes mais amplos (por exemplo, como uma excursão de um dia ou pernoite a caminho de um destino “consolidado”).

Paralelamente, é fundamental que os conselhos de turismo ou as autoridades locais comecem a coletar data de forma sistemática data compreender a experiência do turista. As melhores práticas nesta fase incluem a realização de pesquisas para avaliar a satisfação, os pontos fracos e a probabilidade de recomendação por parte dos primeiros visitantes; esses indicadores devem ser comparados com os pontos fracos e os pontos positivos da experiência em destinos concorrentes, a fim de identificar áreas prioritárias para melhorias.

2 — A fase de “emergência”

O destino atrai agora os “criadores de tendências”, turistas que respondem às iniciativas de marketing, dispostos a se envolver e intrigados com as experiências dos “aventureiros”, e que desejam seguir o exemplo. Nesta fase, as iniciativas de marketing devem se concentrar em cristalizar a proposta de valor do destino, a fim de começar a atrair visitantes internacionais.

Os conselhos de turismo ou as autoridades locais responsáveis pelos destinos devem agora tomar medidas para estimular o investimento privado nacional, envolvendo grandes empresas locais. Essas empresas devem ser incentivadas a investir na ampliação da oferta turística do destino, desde a construção de melhores opções de hospedagem até a criação de novas atrações e experiências. Ao mesmo tempo, as iniciativas governamentais devem continuar a ampliar a infraestrutura existente.

Ainda haverá uma dependência de agentes de viagens, operadores turísticos e empresas de gestão de destinos para criar pacotes de viagem e impulsionar a demanda turística; no entanto, esses esforços podem agora ser direcionados a visitantes internacionais. Além disso, é importante observar que os esforços para estabelecer uma presença em agregadores de viagens online de renome (OTAs, como Booking.com, Tripadvisor, etc.) devem começar nesta fase, uma vez que leva tempo para construir visibilidade nessas plataformas.

Data para avaliar a experiência turística deve continuar e ser ampliada por meio da realização de pesquisas também com visitantes internacionais. Atualmente, já deve haver um volume suficiente de avaliações e interações nas redes sociais, o que possibilita a realização de análises nessas plataformas e sua utilização para aprimorar os exercícios de benchmarking. Além disso, data disponíveis data ser preparados para publicação como conjuntos de dados públicos e aproveitados para oferecer amplo suporte à modelagem precisa do ROI, a fim de conquistar a confiança dos investidores.

3 — A fase de “aceleração”

Nesta fase, o destino já alcançou a massa crítica necessária para atrair turistas de forma orgânica, por meio do boca a boca e das recomendações dos visitantes. O marketing deve, portanto, concentrar-se na promoção de atrações e experiências específicas e visar segmentos turísticos selecionados, utilizando análises de marketing de precisão para aumentar as taxas de conversão e o retorno sobre o investimento em marketing.

O conselho de turismo ou a autoridade do destino deve incentivar ativamente o investimento estrangeiro direto, buscando parcerias com os principais players globais do setor; isso ampliará a oferta turística desenvolvida pelos agentes locais, trazendo mais opções de hospedagem e experiências mais diversificadas. Além disso, à medida que os turistas se familiarizam com o destino e começam a fazer reservas diretas, as parcerias com as OTAs globais devem ser reforçadas, e os operadores turísticos (TOs) e agentes de viagens (TAs) devem adaptar suas ofertas para oferecer pacotes voltados para experiências e atrações específicas.

Deve-se utilizar análises avançadas de mídias sociais para priorizar os pontos fracos e os pontos fortes da experiência turística, além de aproveitar outros data disponíveis, que agora data ser disponibilizados publicamente para gerar insights de negócios para os investidores.

4 — A fase de “estabelecimento”

O valor da marca do destino deve estar agora suficientemente consolidado para que os esforços de marketing possam ser direcionados principalmente à promoção de novas experiências e atrações. O conselho de turismo ou a autoridade do destino deve concentrar-se em políticas e medidas destinadas a aumentar os gastos dos turistas, oferecer experiências de alta qualidade aos visitantes e manter um forte índice de recomendação (NPS).

De modo geral, nesta fase, não deve haver grande intervenção das autoridades governamentais no que diz respeito à criação de oferta turística, uma vez que o destino seria atraente do ponto de vista do investimento para os agentes do setor privado que buscam um retorno sobre o investimento (ROI) atraente. Do lado da demanda, a maioria das reservas seria feita diretamente pelos turistas, reduzindo significativamente a dependência de operadores turísticos (OT) e agências de viagens (AT).

data sobre a experiência turística também data agora ser suficientemente abrangentes para permitir análises avançadas que personalizem a experiência do turista, como mecanismos de recomendação personalizados AI para o planejamento de itinerários e experiências.

ARTEFACT :
Anthony Cassab, Anthony Hanna, Hemanth Mandava, Faisal Najmuddin e Andrei Dogaru